12 de mar de 2010

A Divina Comédia, de Dante Alighieri



Poema épico bastante extenso, A Divina Comédia é escrita em versos de terza rima em que o ritmo e a musicalidade são extremamente marcantes.

A terza rima foi inventada por Dante e, nela, cada terceto antecipa o som que irá ecoar duas vezes no terceto seguinte, o que dá uma impressão de movimento ao poema.

Ler A Divina Comédia é um processo desenfreado, os versos enlaçam-nos do primeiro ao último Canto.

O poema é bastante simétrico, composto de um canto introdutório e mais três livros que narram a viagem de Dante ao Inferno, Purgatório e Paraíso, após este achar-se perdido em uma selva escura.

Dante possui um modo indireto de representar suas idéias; sua obra é repleta de significados morais, refletindo os dramas que afligiram sua época.

Por ser muito crítico em seu conteúdo, Dante chamou sua obra de "Comédia". O adjetivo "Divina" foi acrescido mais tarde, dado a seu conteúdo religioso.

Em A Divina Comédia, aparecem o passado e o presente; a grandeza e a baixeza moral; história e mitos. A obra fala da conversão do pecador à Deus; de ciência, filosofia, teologia e política do tempo em que o autor viveu.

Dante descreve a si próprio como um homem virtuoso, digno da graça de Deus; e dá como prova cabal disto, o fato de caminhar pelo inferno e purgatório ainda em vida, até chegar ao paraíso onde encontrou com sua amada Beatriz.

Na obra, Dante manifesta de forma um tanto turva, tudo que flagelava sua alma: o exílio, a vontade de retornar a Florença de uma forma honrosa. Faz críticas sociopolíticas, e principalmente, fala de seu amor platônico por Beatriz.

A Divina Comédia imortaliza o amor real e espiritual de Dante por Beatriz. Seu foco principal é o amor como forma de elevação espiritual, isto fica demonstrado pela importância de Beatriz na obra.

Dante Alighieri: um homem virtuoso, solitário, resignado e sonhador.

8 comentários:

  1. Comecei a ler "O Inferno", quando tinha uns dezoito anos,
    através dum amigo que estudava italiano.
    Ainda me lembro vagamente dos primeiros versos.

    Obrigado por relembrar aqui.

    Vou ver se retomo a leitura.

    Bjs

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  2. VIEIRA CALADO:

    Que bom que gostaste do post.

    E retorne mesmo à leitura de A Divina Comédia, é muito boa.

    Eu li uma tradução de Vasco Graça Moura, em versos, de um lado em italiano do outro em português.

    Abraços!

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  3. É bom mesmo, Marcia?
    Nunca li...

    Muito bom seu novo blog, querida... estava dando uma lida e gostei bastante.

    Bjos e mais beijos... Ahhh uma pergunta... Estava falando de vcs, vc e seu "namorado - não sei rs - para um amigo que conheci assim como vcs se conheceram. Ele me fez uma pergunta...
    Vcs moram próximos? Digo de cidade, bairro ou até mesmo estado.

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  4. NATY:

    A Divina Comédia é boa sim.

    Eu e o Yuri, meu namorado, moramos no mesmo Estado, na mesma Cidade e em Bairros distantes, rss. ;D

    E mesmo que fosse muito longe daríamos um jeitinho, nada é impossível quando há amor.

    Abraços!

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  5. Apesar de nunca ter lido a "Divina Comédia", mas pelos comentários citados acima, já fiquei bastante curioso e pretendo ler..
    Parabéns pelo seu novissímo blog!Estou realmente encantado!
    Ah!Não posso deixar de falar sobre o comentário seu sobre o "amor"..
    Realmente o amor nos constrange de uma forma inexplicavél,não sabemos com precisão sua chegada e saída no coração, só sei que marca,contagia nosso ser, espírito, e renova nossa alma..
    Obrigado também por suas palavras deixadas no meu blog, fico grato e que Deus lhe conceda ricas benções!
    Um abraço de seu amigo,
    Ataniel..

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  6. ATANIEL:

    Só tenho a agradecer-te: as palavras, a amizade. :)

    Um abraço amigo!

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  7. Sei como é... estou perguntando porque minha situação está parecida com a sua..
    Porém somos de bairros diferentes, cidades diferentes e estados diferentes.
    Na verdade somos do mesmo estado, mas não estou onde nasci. Moro em outro estado agora. Isso tá acabando comigo.

    Fazer o quê?
    Saudades das suas postagens... não some não, querida. Sinto falta!

    Beijos.

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